Mobile Ad vs Desktop

 

Mobile Ad vs Desktop

 

Para entendermos as proporções que a publicidade tem atingido nos dispositivos móveis temos que primeiro entender várias questões.

Quanto tempo passam os consumidores em dispositivos móveis?

Actualmente, o tempo gasto em média por um consumidor num smartphone é superior aquele que gasta num computador. Este dado tem claras implicações – se não forem capazes de alcançar a vossa audiência através de anúncios mobile, ou não forem capazes de fornecer uma experiência satisfatória, então ficarão sem dúvida a perder para os vossos competidores.

 

Este gráfico ilustra claramente o aumento significativo do mobile na realidade americana, enquanto por outro lado mostra também a perda para os computadores.

Os aparelhos móveis exigem aos utilizadores que estes sejam mais activos, gerando por vezes através de várias aplicações a ilusão de “objectivo alcançado”. Isto acontece muito com as redes sociais, que cada vez mais incitam o consumidor a partilhar o que se está a passar agora. Se foi há mais de 5 minutos então já não interessa. Esta constante aposta faz com que o suporte móvel ganhe cada vez mais força, visto que o utilizador pode consultar o seu smartphone em praticamente todas as situações, ao contrário de um computador, que exige diversas regras.

O facto de o utilizador poder partilhar imediatamente tudo o que faz origina a que a publicidade tenha que estar nesse momento, tenha que acontecer agora e não num outro período de tempo. Atenção que esta é meramente uma forma de olhar para esta situação e não regra absoluta.

O suporte de vídeo veio aumentar a utilização dos smartphones/mobile, visto que o utilizador necessita da sua câmara móvel para poder criar conteúdo.

O mesmo se passa com a decisão de compra por parte do utilizador. Tendo em conta a aposta das empresas na definição “mobile first”, no qual se desenham os sites primeiro para os aparelhos móveis e só depois para os computadores, faz com que a maioria das pessoas consiga ter uma boa experiência a comprar um produto através do seu smartphone. Esta decisão fez com que as compras online a partir de smartphones aumentassem cerca de 70%. Isto porque em grande parte, quando um utilizador procura algo no motor de busca do seu smartphone é porque existe uma necessidade imediata. Pelo contrário, num computador é muito mais natural o utilizador fazer pesquisas baseadas em curiosidade ou análise de um determinado produto ou serviço.

 

 

Onde é que os utilizadores gastam mais tempo em mobile?

Este gráfico mostra-nos que a maior parte do tempo despendido num smartphone é para utilização de aplicações. Esta é uma das razões pela qual hoje em dia existem aplicações para tudo. Se pensarmos bem, há poucos anos não havia necessidade de termos tantas aplicações. As compras não eram tão imediatas e caso fosse necessário podíamos fazê-las através dos nossos computadores. Este crescimento dos smartphones originou a um aumento gigantesco das aplicações, ou seja, da transposição de diversos sites e ferramentas já existentes, para um modelo exterior aos motores de busca e específico. Há quem defenda que as aplicações são hoje em dia a forma virtual de passear por um centro comercial. Entramos numa aplicação para encomendarmos comida, depois entramos noutra para encomendar um livro e finalmente abrimos outra apenas por lazer.

Esta é a realidade dos nossos dias: O mobile domina a forma de se negociar e vender um produto. Não existir especificamente para mobile é praticamente não existir. Contudo, a “guerra” entre mobile e desktop/computadores não tem sentido prático, visto que os dois são úteis. A única diferença é a importância de cada um dos meios e quem manda agora e nos próximos anos é o mobile.